sábado, 8 de dezembro de 2012

''A ordenação de mulheres corrigiria uma injustiça'


' "A nossa mensagem é de que acreditamos que o sensus fidelium é de que a exclusão das mulheres do sacerdócio não tem nenhuma base forte na Escritura nem qualquer outra justificativa convincente", escreve, em editorial, o jornalNational Catholic Reporter, 03-12-2012
 A tradução é de Moisés Sbardelotto
 Eis o texto.
 O chamado ao sacerdócio é um dom de Deus. Ele está enraizado no batismo e é convocado e afirmado pela comunidade por ser autêntico e evidente na pessoa como um carisma. As mulheres católicas que discerniram um chamado ao sacerdócio e tiveram esse chamado afirmado pela comunidade devem ser ordenadas na Igreja Católica Romana. Barrar as mulheres da ordenação ao sacerdócio é uma injustiça que não pode ser autorizada a permanecer. A declaração mais notória no comunicado de imprensa do dia 19 de novembro anunciando a "excomunhão, dispensa e laicização" de Roy Bourgeois é a afirmação de que a "desobediência" e a "campanha contra os ensinamentos da Igreja Católica" de Bourgeois "ignorava as sensibilidades dos fiéis". Nada poderia estar mais longe da verdade.Bourgeois, sintonizado por uma vida inteira de escuta aos marginalizados, ouviu a voz dos fiéis e respondeu a essa voz. Bourgeois traz esse ponto ao verdadeiro coração da questão. Ele disse que ninguém pode dizer que Deus pode e não pode chamar ao sacerdócio; e dizer que essa anatomia é de certa forma uma barreira à capacidade de Deus de chamar um dos próprios filhos de Deus coloca limites absurdos ao poder de Deus. A maioria dos fiéis acredita nisso. Revejamos a história da resposta de Roma ao chamado dos fiéis a ordenar mulheres: Em abril de 1976, a Pontifícia Comissão Bíblica concluiu unanimemente: "Não parece que o Novo Testamento por si só irá nos permitir resolver de uma forma clara e de uma vez por todas o problema do possível acesso das mulheres ao presbiterado". Em uma nova deliberação, a comissão votou 12 votos a favor e 5 contra a visão de que a Escritura sozinha não exclui a ordenação de mulheres, e 12 votos a favor e 5 contra a visão de que a Igreja poderia ordenar mulheres ao sacerdócio sem ir contra as intenções originais de Cristo. Na declaração Inter Insigniores (datada de 15 de outubro de 1976, mas publicada no mês de janeiro seguinte), aCongregação para a Doutrina da Fé disse: "A Igreja, por um motivo de fidelidade ao exemplo do seu Senhor, não se considera autorizada a admitir as mulheres à Ordenação sacerdotal". Essa declaração, publicada com a aprovação do Papa Paulo VI, foi uma afirmação relativamente modesta como esta: "A Igreja não se considera autorizada".

O Papa João Paulo II elevou a aposta consideravelmente na carta Ordinatio Sacerdotalis (22 de maio de 1994): "Declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja". João Paulo II queria descrever a proibição como "irreformável", uma postura muito mais forte do que "definitiva". Isso encontrou uma substancial resistência dos bispos de alto escalão que se reuniram em um encontro especial no Vaticano em março de 1995 para discutir o documento, informou o NCR na época. Mesmo assim, os bispos, em sintonia com as necessidades pastorais da Igreja, ganharam uma concessão para a possibilidade de mudar o ensinamento. Mas essa minúscula vitória era passageira. Em outubro de 1995, a congregação doutrinal fez novas ações, publicando um responsum ad propositum dubiumreferente à natureza do ensino da Ordinatio Sacerdotalis: "Esse ensinamento requer aprovação definitiva, uma vez que, fundado na Palavra de Deus escrita, e desde o início constantemente preservada e aplicada na Tradição da Igreja, foi definida infalivelmente pelo Magistério ordinário e universal". A proibição à ordenação de mulheres pertence "ao depósito da fé", disse o responsum. O objetivo do responsum era parar toda discussão. Em uma carta sobre o responsum, o cardeal Joseph Ratzinger, então chefe da congregação, pediu que os presidentes das conferências episcopais "fizessem todo o possível para assegurar a sua distribuição e favorável recepção, tendo o cuidado particular para que, acima de tudo por parte dos teólogos, pastores de almas e religiosos, posições ambíguas e contrárias não voltem a ser propostas". Apesar da certeza com que a Ordinatio Sacerdotalis e o responsum foram emitidos, eles não responderam a todas as perguntas sobre o assunto. Muitos apontaram que o fato de dizer que o ensinamento é "fundado sobre a Palavra de Deus escrita" ignorava completamente as descobertas de 1976 da Pontifícia Comissão Bíblica. Outros afirmaram que a congregação doutrinal não fez uma reivindicação de infalibilidade papal – ela disse que o que o papa ensinou na Ordinatio Sacerdotalis era o que "foi definido infalivelmente pelo Magistério ordinário e universal". Isso, também, no entanto, foi colocado em questão, porque na época havia muitos bispos em todo o mundo que tinham sérias reservas sobre o ensinamento, embora poucos as pronunciassem em público. Escrevendo na revista The Tablet em dezembro de 1995, o padre jesuíta Francis A. Sullivan, uma autoridade teológica sobre o magistério, citou o Cânone 749, que diz que nenhuma doutrina é compreendida como definida infalivelmente, a menos que isso seja claramente estabelecido. "A questão que permanece na minha mente é se o fato de os bispos da Igreja Católica estarem tão convencidos pelo ensinamento quanto evidentemente o Papa João Paulo II é um fato claramente estabelecido", escreveu Sullivan. O responsum pegou quase todos os bispos de surpresa. Embora datado de outubro, ele não foi tornado público até o dia 18 de novembro. Dom William Keeler, arcebispo de Baltimore, então presidente cessante da Conferência dos Bispos dos EUA, recebeu o documento sem nenhum aviso três horas depois que os bispos haviam adiado o seu encontro anual de outono. Um bispo disse ao NCR que ficara sabendo do documento ao ler o New York Times. Ele disse que muitos bispos ficaram profundamente perturbados com a declaração. Ele, assim como outros bispos, falou de forma anônima.
O Vaticano já começou a ajeitar as coisas contra o questionamento. Como o padre jesuíta Thomas Reese relatou em seu livro de 1989, Archbishop: Inside the Power Structure of the American Catholic Church, com João Paulo II, o ponto de vista de um candidato episcopal em potencial sobre o ensino contra a ordenação de mulheres se tornou um teste decisivo para saber se um padre poderia ser promovido a bispo. Menos de um ano depois que a Ordinatio Sacerdotalis foi publicada, a Ir. Carmelo McEnroy, das Irmãs da Misericórdia, foi removida do seu cargo titular de professora de teologia do Seminário St. Meinrad, em Indiana, por sua dissidência pública ao ensino da Igreja. Ela havia assinado uma carta aberta ao papa pedindo a ordenação de mulheres. McEnroy muito provavelmente foi a primeira vítima da Ordinatio Sacerdotalis, mas houve muitos mais, como Roy Bourgeois mais recentemente. O Beato John Henry Newman dizia que há três magistérios na Igreja: os bispos, os teólogosO Vaticano já começou a ajeitar as coisas contra o questionamento. Como o padre jesuíta Thomas Reese relatou em seu livro de 1989, Archbishop: Inside the Power Structure of the American Catholic Church, com João Paulo II, o ponto de vista de um candidato episcopal em potencial sobre o ensino contra a ordenação de mulheres se tornou um teste decisivo para saber se um padre poderia ser promovido a bispo. Menos de um ano depois que a Ordinatio Sacerdotalis foi publicada, a Ir. Carmelo McEnroy, das Irmãs da Misericórdia, foi removida do seu cargo titular de professora de teologia do Seminário St. Meinrad, em Indiana, por sua dissidência pública ao ensino da Igreja. Ela havia assinado uma carta aberta ao papa pedindo a ordenação de mulheres. McEnroy muito provavelmente foi a primeira vítima da Ordinatio Sacerdotalis, mas houve muitos mais, como Roy Bourgeois mais recentemente. O Beato John Henry Newman dizia que há três magistérios na Igreja: os bispos, os teólogos e o povo. Sobre a questão da ordenação de mulheres, duas dessas três vozes foram silenciadas, razão pela qual a terceira voz agora deve se fazer ouvir. Devemos nos pronunciar em todos os fóruns disponíveis para nós: nos encontros do conselho paroquial, nos grupos de partilha da fé, nas convocações diocesanos e nos seminários acadêmicos. Devemos escrever cartas para os nossos bispos, aos editores dos nossos jornais locais e canais de televisão. A nossa mensagem é de que acreditamos que o sensus fidelium é de que a exclusão das mulheres do sacerdócio não tem nenhuma base forte na Escritura nem qualquer outra justificativa convincente. Por isso, as mulheres devem ser ordenadas. Ouvimos o assentimento dos fiéis a isso em inúmeras conversas em salões paroquiais, auditórios e reuniões de família. Isso foi estudado e rezado individualmente e em grupos. O bravo testemunho da Women's Ordination Conference, como um exemplo, nos dá a garantia de que os fiéis chegaram a essa conclusão após uma análise e um estudo orantes – sim, até mesmo um estudo da Ordinatio Sacerdotalis. O NCR une a sua voz a Roy Bourgeois e pede que a Igreja Católica corrija esse injusto e o povo. Sobre a questão da ordenação de mulheres, duas dessas três vozes foram silenciadas, razão pela qual a terceira voz agora deve se fazer ouvir. Devemos nos pronunciar em todos os fóruns disponíveis para nós: nos encontros do conselho paroquial, nos grupos de partilha da fé, nas convocações diocesanos e nos seminários acadêmicos. Devemos escrever cartas para os nossos bispos, aos editores dos nossos jornais locais e canais de televisão. A nossa mensagem é de que acreditamos que o sensus fidelium é de que a exclusão das mulheres do sacerdócio não tem nenhuma base forte na Escritura nem qualquer outra justificativa convincente. Por isso, as mulheres devem ser ordenadas. Ouvimos o assentimento dos fiéis a isso em inúmeras conversas em salões paroquiais, auditórios e reuniões de família. Isso foi estudado e rezado individualmente e em grupos. O bravo testemunho da Women's Ordination Conference, como um exemplo, nos dá a garantia de que os fiéis chegaram a essa conclusão após uma análise e um estudo orantes – sim, até mesmo um estudo da Ordinatio Sacerdotalis. O NCR une a sua voz a Roy Bourgeois e pede que a Igreja Católica corrija esse injusto ensinamento

INSTITUTO HUMANITAS UNISINOS

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

MAIS UM É EXCOMUNGADO


 
 Queremos comunicar a todas/os que na segunda-feira passada (19/11/12), foi comunicado ao Pe. Roy   Bourgeois, fundador de SOAW, que foi excomungado pela Igreja Católica por decisão da Congregação Vaticana para a Doutrina da Fé devido à sua decisão consequente de não retratar-se por seu apoio à ordenação de mulheres como sacerdotes.Queremos manifestar publicamente nosso afeto e reconhecimento ao padre Roy nesses momentos difíceis para ele, que, após servir por 40 anos a sua igreja, agora foi desvinculado da ordem Maryknoll.
O padre Roy Bourgeois, candidato ao Prêmio Nobel da Paz em 2009, é o fundador
de nosso movimento pelo fechamento da Escola das Américas, organização que ele
fundou por consequência do assassinato dos padres jesuítas da Universidade
Centro-americana (UCA, em El Salvador) e de duas mulheres, que aconteceu no dia
16 de novembro de 1989.

O padre Roy Bourgeois tem sido um homem que tem dedicado sua vida pela justiça
e pela paz dos povos da América Latina e, portanto, é um exemplo a ser imitado
por muitos outros cristãos, homens e mulheres das igrejas que caminham ao lado
de seu povo e não dos poderosos, por um mundo com justiça social.

Equipe Sul- School of the Americas Watch (SOAW)

********************

Minha despedida de Maryknoll

Fui sacerdote católico da congregação de Maryknoll por 40 anos. Quando eu era
jovem, aproximei-me de Maryknoll devido ao seu trabalho pela justiça e pela
igualdade no mundo. Agora, é muito difícil e doloroso ser expulso de Maryknoll,
da comunidade e do sacerdócio por acreditar que as mulheres também estão
chamadas a ser sacerdotes.

O Vaticano e Maryknoll podem me despedir; porém, não podem fazer desaparecer o
tema da igualdade de gênero na Igreja Católica. A exigência de igualdade de
gênero tem suas raízes na justiça e na dignidade; e essas coisas não
desaparecerão.

Como católicos, professamos que Deus criou aos homens e às mulheres com igual
valor e dignidade. Como sacerdotes, professamos que a chamada ao sacerdócio
provém de Deus, somente de Deus. Como podemos, nós, como homens, dizer que o
chamado de Deus que recebemos era autêntico; mas que o chamado de Deus à mulher
não o é?

A exclusão das mulheres do sacerdócio é uma grave injustiça contra as mulheres
e contra nossa Igreja já que nosso Deus é um Deus de amor, que chama a homens e
mulheres a ser sacerdotes.

Frente a uma injustiça, o silêncio é a voz da cumplicidade. Minha consciência
me obrigou a romper meu silêncio e enfrentar o pecado do sexismo em minha
Igreja. O único que lamento é que levei tanto tempo para tomar uma posição de
questionar o poder e a dominação masculina na Igreja Católica.

Em meu livro "Del Silencio a la Solidaridad” explico com mais detalhes minha
posição sobre a ordenação de mulheres e como cheguei a ter essas convicções.
Para mais informações, acessar www.roybourgeoisjourney.org.

Em Solidariedade,

Padre Roy Bourgeois
SOA Watch Escritório na América Latina
Tradução: ADITAL

 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Lançamento Agenda Latina Americana - Fotos

Estivemos no dia 31/10 na Faculdade Católica de Fortaleza para o lançamento da Agenda Latino-americana 2013. O Movimento FCL estava em peso lá e fizemos algumas fotos.

João Xisto apresenta a Agenda Latina Americana

João Xisto, Junior Aquino, Manfredo, Almir e Aila

 
Manfredo Araujo fala sobre a crise econômica mundial através de uma leitura teológica

Ricardo Zuniga pede a palavra
Ermanno Allegri também colabora com a sua fala


Terezinha Albuquerque presenteia tod@s da mesa com as camisas do FCL.
 
E vamos em frente!
 
 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Operação Peter Pan: Vaticano e CIA traficaram 14 mil crianças Cubanas


A Operação Peter Pan ocorreu em 1961, quando mais de 14 mil crianças e adolescentes cubanos foram levados aos EUA por vontade de suas famílias, apoiadas pela Igreja Católica e pela CIA, a Central de Inteligência Americana..
 
Documental acerca de uno de los episodios más siniestros de la eterna guerra fría entre EE.UU. y Cuba.
El documental cuenta la historia del éxodo de niños, con el curioso título de Peter Pan, que fue parte de una operación del Departamento de Estado de EE.UU. la cual utilizó el temor de que el gobierno cubano eliminaría la patria potestad. El Departamento de Estado utilizó a la Iglesia Católica como conducto en Miami, por medio de la cual los niños no acompañados fueron situados en campamentos, hogares sustitutos, orfelinatos y reformatorios.
Esta operación clandestina estaba basada en una mentira que fue calzada por una "ley" falsificada que eliminaba la patria potestad. La ley fue impresa y distribuida ampliamente en Cuba como parte de una conspiración para atemorizar a los padres y que enviaran a sus hijos en un viaje sin regreso a otro país. En uno de los mayores puentes aéreos de niños sin compañía, entre 1951 y 1964 se enviaron 14 000 a EE.UU..
Estela Bravo sigue a un grupo de cinco niños de Peter Pan --Sosa, Silvia Wilhelm, Ed Canler, Alex López y Flora González- que regresan casi 50 años después de que fueran desarraigados de Cuba. El viaje fue idea de Elly Vilano Chovel, una delicada y decidida mujer que solo tenía 14 años cuando fue enviada fuera de Cuba por sus atemorizados padres.
Chovel creció y se convirtió en agente de bienes raíces. Pero más tarde, motivada por su amor a Cuba, fundó en Miami el Grupo Pedro Pan. Ella soñaba con regresar a Cuba con un grupo de miembros de la organización, lo que no sucedería. Murió en 2007, dos años antes de la visita del grupo.
"Elly no pudo llegar a Cuba, pero es el centro del filme", dijo Bravo. "Fue un ser humano extraordinario que encontró a 2 000 de los niños de Peter Pan y los reunió por primera vez en 50 años. El viaje no hubiera podido suceder sin ella".
Sosa, una cantante, fue una de los que lograron hacer el viaje de vuelta. Su historia y la de sus compañeros de viaje es una historia de separación de los padres, indefensión total y, en su caso y en el de Alex López, un agente de viajes de Washington, de terribles abusos emocionales y sexuales. Ellos son un testimonio vivo de la crueldad e inmoralidad de usar a niños como peones políticos o ideológicos.
("Operación Peter Pan: Volando de Vuelta a Cuba" fue presentada recientemente en el 12mo. Festival de Cine de La Habana en Nueva York.)

 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A Crise Econômica Mundial - Uma reflexão bíblico-teológica


PALESTRA - DEBATE
  • Tema: A Crise Econômica Mundial: leitura bíblico-teológica
  • Palestrante: Manfredo Araújo de Oliveira
  • Lançamento da Agenda Latina Americana 2013 que trás o tema: A Outra Economia e dos livros: Teoria teologica - Práxis teologal- sobre o método da Teologia da Libertação do Professor e Padre Francisco Aquino Junior e Eis que faço novas todas as coisas - teológia apocalíptica da Irmã Aila Luzia Pinheiro de Andrade
  • Local: Faculdade Católica de Fortaleza (FCF) - Seminário da Prainha - Entrada pela Rua Tenente Benévolo, 201 - Centro - Fortaleza-CE.
  • Data: 31 de outubro de 2012(quarta-feira) - 18:30hs
 
O Movimento estará todo lá.
Será um grande encontro!


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

ENTREVISTA COM GERALDINA CÉSPEDES

NOTÍCIAS DO CONGRESSO -
Entrevista com a teóloga dominicana Geraldina Céspedes, onde nos fala da importância da Teologia da Libertação para a Igreja e dos desafios que esperam os novos teólogos frente à herança da primeira geração de pensadores da TdL.


video
Entrevista: João Facundo
Câmera e edição: Marcello Holanda

Trabalho apresentado pelo membro do Movimento Formação Cristã Libertadora no Congresso Continental de Teologia.


 IN CRUCE SALUS ET VITA: Pontos da ação pastoral profética de Dom Aloísio Lorscheider à frente da Igreja de Fortaleza.
João Leondenes Facundo de Souza Junior[1]

RESUMO:
Tido como um bispo “progressista” por suas posições à frente dos mais diversos cargos que a ele foi confiado e por sua proximidade com teólogos da libertação, Dom Aloísio é considerado por seu povo e por seus pares como uma das figuras mais importantes da Igreja Católica. Durante vinte e dois anos despertou na Arquidiocese de Fortaleza uma prática pastoral que se baseava na experiência profética que o mesmo fazia da mensagem evangélica. Sempre muito franco em suas afirmações, demonstrou de forma clara e eficaz para o que e para quem seria sua missão episcopal. Este artigo tem por objetivo analisar que concepção do Evangelho tinha Dom Aloísio e como essa certeza vital inspirou suas ações pastorais diante dos diversos desafios sociais enfrentados na Arquidiocese de Fortaleza.
PALAVRAS-CHAVE: Dom Aloísio Lorscheider; Ação Pastoral; Profecia; Arquidiocese de Fortaleza.

INTRODUÇÃO
Dom Aloísio Lorscheider dispensa apresentações mesmo para quem não está inserido em meios eclesiais. Isso se deve à sua presença nos mais diversos campos da sociedade através dos cargos que ocupou à frente da Igreja da América Latina, do Brasil e de Fortaleza. Considerado um homem à frente de seu tempo, conseguia perceber no calor dos acontecimentos os passos da prudência e da verdade evangélica à serem dados. Sua atuação em Fortaleza inspirada por sua concepção de Evangelho, objeto de nosso trabalho, representou durante 22 anos um verdadeiro Kairós, um tempo de graça. Nela, ele manifestou a particularidade de seu ministério episcopal com pronunciamentos claros e incisivos que apoiavam as lutas populares[2] e apelavam para a consciência moral, sobretudo dos políticos, que continuam a explorar o povo: “o abuso do poder econômico é pecado, por infringir o sétimo mandamento: não roubar”[3].
Dom Aloísio Lorscheider chega a Fortaleza em 4 de agosto de 1973 e se despede em 1995. Neste período em que aqui esteve, representou uma referência singular para todo o povo desta Igreja particular, sobretudo, para a cidade de Fortaleza.
Para analisar tais aspectos acima elencados utilizaremos como fontes seus pronunciamentos em jornais de grande circulação na capital cearense e testemunhos publicados em obras bibliográficas. Assim, nossa proposta metodológica se organizará em: (1) Dom Aloísio e a Missão da Igreja; (2) sua Palavra Profética e a modo de conclusão: (3) o “Dom” que representou Aloísio Lorscheider para o mundo.
1. DOM ALOÍSIO E A MISSÃO DA IGREJA
Nenhuma análise sobre a pastoral impetrada em Fortaleza com Dom Aloísio Lorscheider pode prescindir do movimento de renovação eclesial do qual ele é fruto, o Concílio Vaticano II (1962-1965). É pelo que foi o Concílio e pela imagem ad extra construída que se baseou a ação de uma Igreja que não vive para si própria, mas que busca responder as aspirações do mundo de hoje. Dom Aloísio é fortemente influenciado por essa imagem missionária e aberta de Igreja. O que para alguns possa ser em certo sentido progressista ou moderado para outros, o próprio se define: “Sou conservador, sou progressista, sou de centro. Esses epítetos não enquadram ninguém. Conservador naquilo que é revelado de Deus. Progressista na aplicação desta revelação no campo social, político, econômico, cultural e religioso”[4].
O Concílio representou a abertura da Igreja para o diálogo com o mundo moderno. Na América Latina esse diálogo tem como marco a Conferência de Medellín (1968), da qual Dom Aloísio participou ativamente como Secretário Geral da CNBB. Esta conferência fez surgir a expressão “opção preferencial e evangélica pelos pobres”[5], mas que para Dom Aloísio deveria chamar-se de “opção profética pelos pobres”, uma vez que a expressão “evangélica” utilizar-se-ia de eufemismo e a palavra “profética” seria mais forte, a fim de ressaltar o caráter denunciatório quanto as injustiças presentes na vida do povo[6]. Percebe-se, pois, que inicialmente se encontra no ímpeto de sua visão de Igreja, o caráter aberto que amplia o horizonte de possibilidades e a opção pelos pobres, nota imperativa de seu ministério.
A Igreja deve tocar os problemas do povo, deve estar sempre aberta ao diálogo e ser missionária. Tocar os problemas do povo, na medida em que se insere na realidade mais radical de injustiça. Nas questões agrárias, por exemplo, em entrevista ao Jornal O Povo em 26/03/1977, afirmava: “A gente precisa também saber dar ouvido ao Movimento dos Sem Terra. Eles também são o grito de um problema difícil”. Com relação ao diálogo, esse deve ser tanto ad extra como ad intra, a fim de que demonstre uma fraternidade ecumênica[7] e verdadeira, dialogando com as Igrejas[8] e com a sociedade. Não obstante ao esforço externo, “a Igreja deve olhar para o seu conjunto interno, fomentar a colegialidade como uma grande força[9]e colocar de forma clara aspectos da Moral[10] ainda não discutidos francamente, tudo sem temor”. E ser missionária, sempre uma Igreja que sai ao encontro do novo e que não se encastela, fazendo da cruz de Jesus a salus et vita[11].
Dom Aloísio era um visionário, um homem que aprendeu na vivência do Evangelho a enxergar quais eram as angústias e alegrias[12] do povo do qual era pastor e apostava que a vivência mais fundamental de organização eclesial se encontrava nas Comunidades Eclesiais de Base, local de escuta e diálogo que muito o ensinou[13]. Segundo ele, “o fato da Igreja não ter abraçado o desafio da opção preferencial pelos pobres e a organização das CEBS foi um desastre”[14]. O ambiente informal que Dom Aloísio encontrava nas visitas que fazia as comunidades e aos padres que às animavam, o fez perceber que a presença dos cristãos junto dos pobres pode significar “luz na escuridão”.
Percebe-se, então, que Dom Aloísio acreditava que a missão da Igreja era a de levar a mensagem do Evangelho ao povo e, sobretudo, ao povo pobre. Que ela deveria ser aberta a todos e firme na defesa dos menos favorecidos, isso, porém, sem jamais fechar-se em qualquer dogmatismo. Para ele, a Igreja não é uma sociedade perfeita[15], mas se santifica na medida em que consegue perceber a ação do Espírito nas lutas do dia a dia e na experiência que anima o povo a ser sinal do Ressuscitado. A sua palavra pode ser comparada a da boca do profeta Amós, que sem perguntar a quem vai incomodar, lança-a na direção daqueles que “dormem em camas de marfim e comem o cordeiro do rebanho” (Am 6,4).
2. A PALAVRA PROFÉTICA DE DOM ALOÍSIO
Ao chegar à Arquidiocese de Fortaleza, Dom Aloísio se confronta com uma realidade de gritantes desigualdades sociais, o que fundamentalmente vai influenciar toda a sua atividade pastoral. Um dos pontos a serem destacados dessa atividade é a sua palavra pública, ou seja, suas manifestações como bispo da Igreja de Fortaleza, que, objetivamente, não se exime do incômodo de ser claramente o que se é[16]. Dom Aloísio era bispo-cardeal ou, como ele mesmo diz, um “simples frade menor”[17] e sabia perfeitamente o peso que suas declarações causavam e as utilizava, sobretudo, como voz que defende aqueles que esperam “que o socorro chegue”.
Utilizaremos como análise dessa palavra pública três questões que eram muito caras a Dom Aloísio, a saber: a problemática do solo urbano, a questão indigenista e a dimensão dos direitos humanos. Muitas outras questões poderiam ser abordadas, sua voz não se esgota aqui, ela é o grito que ecoa no deserto (Is 40,3).
Na década de oitenta, Fortaleza sofria com o êxodo rural que era ocasionado, sobretudo, pelas periódicas secas que assolavam todo o Ceará. As populações que habitavam os interiores do Estado eram as mais castigadas, pois, uma das características do Ceará é o trabalho agrícola de subsistência que a seca impedia o povo de realizar. Restava a essa população sem condições de trabalho a busca de sobrevivência na capital. Milhares chegavam à Fortaleza e não encontravam estabilidade, abrigo, emprego... E a busca de um local para viver torna-se um problema na organização da cidade que faz a Igreja de Fortaleza se pronunciar em favor do “órfão e estrangeiro” (Cf. Dt 10,18).
Em uma Carta Pastoral[18], Dom Aloísio, apresenta de forma clara a função do bispo que é a de “ser profeta, enquanto é o pregador por excelência da mensagem evangélica”[19], isto é, cabe a ele a função de falar em nome D’aquele para quem os últimos são os primeiros (Mt 20,16a). E Dom Aloísio, o faz, fala ao povo de Fortaleza sem “meias palavras”: “Não se trata de um simples artigo, trata-se de uma tomada de posição em nome da fé e da moral (grifo meu), para apontar os verdadeiros caminhos a seguir na delicada questão do solo urbano e da moradia para pessoas carentes que procuram a Cidade Capital, Fortaleza”[20]. Assim é apresentado o conteúdo do pronunciamento, uma “tomada de posição”... Apresentando a realidade de Fortaleza, Dom Aloísio, denuncia a política agrícola realizada pelo Estado no interior que causa prejuízo aos pequenos agricultores, como primeiro fator do êxodo rural. Estes, quando chegam à Fortaleza, são obrigados a buscar um local[21] “para encostar a cabeça” (Mt 8,18-20), o que Dom Aloísio escreveu com uma fina ironia: “O homem ainda não encontrou o jeito de viver solto no ar. Por enquanto, todo ser humano precisa de chão debaixo dos seus pés”. O que ocasionou a ocupação de espaços livres, ainda que privados, por parte dessas pessoas. O direito à moradia é inalienável ao ser humano e os locais em que vivem as maiorias sofridas são motivos de “[...] vergonha”... “casebres indignos [...]”[22]. Para Dom Aloísio, “os despejos que são feitos nestes locais vão contra a consciência cristã’.
O pensamento cristão defende a propriedade particular de bens, mas “ela não é um direito absoluto” porque “Deus destinou todos os bens a todos os homens”[23]. Dom Aloísio apresenta a tese de que a concepção de propriedade particular é algo “relativo”, pois ela não precede o “direito intocável” à moradia. Defende, sobretudo, que a necessidade extrema é uma justificativa para a tomada de posse dos bens de outrem[24]. Ressalta que é “preciso mudar a legislação que regula a posse e o uso do solo urbano” e profetiza que estamos chamando: “[...] a maldição de Deus sobre nossas pessoas, famílias e nossa cidade... posturas, que são... anti-evangélicas, anti-cristãs, pecaminosas”. Em um quadro de injustiça social a Igreja de Fortaleza “[...] chora sobre as cidades...”[25] Deixa como sugestão, dentre outras propostas, a importância de regularizar as “ocupações mediante projetos que não impliquem na obrigação do morador pagar o chão que por direito já é seu...” E a tarefa de “coibir, energicamente, por quem de direito, as violências policiais praticadas em ações de despejo”. Várias pessoas muitas vezes foram preservadas pela presença de Dom Aloísio nas ocupações[26]. Por fim, Dom Aloísio encerra a carta pastoral alertando que não se confunda “o pobre carente [...] como um criminoso, ladrão ou marginal”.
Dom Aloísio tinha uma atenção especial aos índios, ele é considerado o responsável pelo grande avanço social e espiritual das organizações indígenas do Ceará[27], diversas vezes, em momentos de conflitos, foi às tribos para lhes dar uma palavra de apoio. Em uma de suas visitas utilizou-a para denunciar a falta de condições básicas de sobrevivência dos índios Tapebas[28] Segundo Dom Aloísio, “Os tapebas estão vivendo separados por falta de terra, sem poderem desenvolver o cultivo da terra”[29]. A Igreja matriz do município de Caucaia, que se localiza na região metropolitana de Fortaleza, foi construída pelos índios. Na ocasião de uma reforma, algumas pilastras que são da fundação da Igreja foram retiradas e nessa visita Dom Aloísio diz aos Tapebas: “Hoje passo as mãos dos Tapebas esta pedra data de 1784, para que seja guardada, conservada e lembrada como obra dos seus antepassados”[30].
Dom Aloísio trabalhou com muito afinco pela defesa dos direitos humanos, o que lhe trouxe bastante problemas. Inicialmente, sua atividade nessa área se inicia quando o mesmo se encontrava na presidência da CNBB e negociava a libertação de presos políticos no período da ditadura militar aqui instaurada e denunciava, junto com outros bispos, as torturas impetradas pelo regime de exceção. Essa postura evangélica pelos direitos humanos irá causar à sua figura um desgaste sem igual. Em Fortaleza, Dom Aloísio tinha um carinho especial pelos presos. Inúmeros são os relatos dos mesmos, da mensagem de esperança que ele representava em meio onde só se encontrava desilusão. Nesse período foi amplamente divulgado o caso no qual, em meio a uma rebelião, Dom Aloísio foi feito refém no presídio. Sempre muito calmo, a primeira coisa que o mesmo disse é que gostaria de ser o último a ser libertado, e assim aconteceu. Para a surpresa de muitos, no mês seguinte, Dom Aloísio foi celebrar a “missa do lava-pés” com os mesmos presidiários. Diante do Mistério em que Deus se faz presente não há o que falar, somente agradecer.
Essa atitude de apoio as minorias de Fortaleza e do Estado do Ceará foi uma das características da ação pastoral de Dom Aloísio. Ele apoiou a criação das pastorais sociais e estimulou as já existentes, como: a pastoral carcerária, a pastoral da mulher marginalizada, Cáritas, criou o Centro de Defesa da Pessoa e dos Direitos Humanos, dentre outras. Isso ocasionou o desconforto de pessoas que chegaram a ameaçá-lo de morte[31], além de terem jogado uma bomba caseira em sua casa e matado envenenado três dos seus cachorros. Segundo Dom Aloísio: “as ameaças devem ser de origem política, de interesses contrariados [...] Muitas vezes não concordam com a atitude pastoral que a gente toma, chamando atenção para os deveres cristãos”. E completa: “Não mudo nada em minhas atitudes [...]”. Sua atitude é caracterizada por posturas firmes e coerentes que tem como referência a cruce de Jesus.
3. A MODO DE CONCLUSÃO: O “DOM” QUE REPRESENTOU ALOÍSIO LORSCHEIDER PARA O MUNDO.
Durante os vinte e dois anos que Dom Aloísio esteve à frente da Arquidiocese, mudou Fortaleza e mudou o Ceará. As pessoas que com ele conviverão não cansam de relatar o “dom” que foi a sua presença entre nós. Dom Aloísio deu dignidade a Igreja particular  de Fortaleza, insistindo incansavelmente nos leigos[32]e trabalhando, sobretudo, junto aos pobres. Com eles, levou a cabo a tradição bíblica que se exemplifica na viúva, no órfão e no estrangeiro, sendo o “consolo dos oprimidos” (Jt 11,9c) e revelando no seu ministério a função do bispo como: o primeiro defensor dos pobres. Para Manfredo Oliveira: “Dom Aloísio [...] levantou sua voz em nome de Deus para denunciar as injustiças gritantes, presentes na vida dos cearenses, frente a uma sociedade que, tendo se acostumado com a miséria como algo natural, se tornara insensível aos sofrimentos humanos”.[33]
Dom Aloísio foi um cidadão do mundo. Nele, percebe-se de forma clara a presença constante do Espírito que tudo anima e que tudo faz. Como franciscano despiu-se do orgulho para poder deixar que brilhe somente Aquele que faz “nova todas as coisas” (Ap 21,5). Conhecedor profundo da realidade latino americana ajudou a plantar neste continente a cruz de Jesus como doação incondicional ao povo que “geme em dores de parto” (Rm 8,22) e que busca a Salvação geradora de Vida. José Comblin escreveu que Dom Aloísio fez parte de uma geração de bispos que pode demorar mil anos para se ver outra igual[34].
Dom Aloísio passou, mas acendeu o fogo que “queima sem se consumir” (Ex 3,2-4), com isso existe a certeza que embaixo das cinzas contém brasas...





 IN CRUCE SALUS ET VITA: Pontos da ação pastoral profética de Dom Aloísio Lorscheider à frente da Igreja de Fortaleza.
João Leondenes Facundo de Souza Junior[35]

RESUMO:
Tido como um bispo “progressista” por suas posições à frente dos mais diversos cargos que a ele foi confiado e por sua proximidade com teólogos da libertação, Dom Aloísio é considerado por seu povo e por seus pares como uma das figuras mais importantes da Igreja Católica. Durante vinte e dois anos despertou na Arquidiocese de Fortaleza uma prática pastoral que se baseava na experiência profética que o mesmo fazia da mensagem evangélica. Sempre muito franco em suas afirmações, demonstrou de forma clara e eficaz para o que e para quem seria sua missão episcopal. Este artigo tem por objetivo analisar que concepção do Evangelho tinha Dom Aloísio e como essa certeza vital inspirou suas ações pastorais diante dos diversos desafios sociais enfrentados na Arquidiocese de Fortaleza.
PALAVRAS-CHAVE: Dom Aloísio Lorscheider; Ação Pastoral; Profecia; Arquidiocese de Fortaleza.

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[1]Graduando em Teologia pela Faculdade Católica de Fortaleza. Graduando em História pela Universidade Estadual do Ceará. Integrante das Comunidades Eclesiais de Base da Arquidiocese de Fortaleza e do Movimento por uma Formação Cristã Libertadora.  Este trabalho foi orientado pelo Prof. Dr. Francisco de Aquino Junior.

[2] MELO, João Alfredo Telles. Dom Aloísio: apóstolo da justiça, apud in. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org). Dom Aloísio Lorscheider: doutor honoris causa da UECE. Fortaleza: Ed.UECE, 2005, aqui p.61.
[3] LORSCHEIDER, Dom Aloísio apud in .TURSI, C. e FRENCKEN. G [orgs]. Mantenham as Lâmpadas Acessas: Revisitando o Caminho, Recriando a Caminhada. Fortaleza: Edições UFC, 2008, aqui p.65.
[4]LORSCHEIDER, Dom Aloísio apud in. OLIVEIRA, Elisie Studart Gurgel de. Dom Aloísio Lorscheider. Foraleza: Edições Demócrito Rocha, 2006, aqui p.120.
[5]CELAM. Conclusões de Medellín. São Paulo: Paulinas, 1979, aqui nº 1153.
[6]LORSCHEIDER, Dom Aloísio apud in .TURSI, C. e FRENCKEN. G [orgs]. Op. Cit, 45.
[7]Em novembro de 1963, foi eleito pela Assembleia do Concílio Vaticano II, membro das Comissões Conciliares, nomeadamente para a Secretaria de União dos Cristãos.
[8] LORSCHEIDER, Dom Aloísio apud in .TURSI, C. e FRENCKEN. G [orgs].Op. Cit, 48.
[9] Ibidem, 57.
[10]Ibidem, 55.                       
[11]Tema Episcopal de Dom Aloísio Lorscheider: “In Cruce Salus et Vita – Na Cruz a Salvação e a Vida”
[12] C.f Constituição Dogmática Gaudium et Spes . São Paulo: Paulinas, 2006.
[13] LORSCHEIDER, Dom Aloísio apud in .TURSI, C. e FRENCKEN. G [orgs]. Op. Cit, 39, 77; MAIA, Tania Maria Couto. Dom Aloísio e a caminhada dos leigos in. SARAIVA, Geovane. A Ternura de um Pastor: Cardeal Lorscheider. 2° E.d. Fortaleza: Prontograf, 2012. pp. 166-169, aqui p. 167.
[14] Ibidem, 85.
[15] Ibidem, 89.
[16] Parafraseando a música de Caetano Veloso, intitulada: Dom de Iludir.
[17] SARAIVA. Geovane. Op. Cit, pp. 19-22, aqui p. 21.
[18] LORSCHEIDER, Cardeal Aloísio. Carta Pastoral sobre o Uso e Posse do Solo Urbano. Fortaleza, 1989.
[19] Ibidem.
[20] Ibidem.
[21] Uma das diversas comunidades que surgiram em consequência do êxodor rural pode ser percebida, a título de ilustração em: Ocupação irregular de terreno gera conflito. O Povo.  Fortaleza, 29 de janeiro de 1987.
[22] LORSCHEIDER, Cardeal Aloísio. Op Cit.
[23] Ibidem.
[24] Op. Cit. Nº 69 . São Paulo: Paulinas, 2006.
[25] LORSCHEIDER, Cardeal Aloísio. Op Cit.
[26]MCDONALD, Brendan Coleman. Os 80 anos de Dom Aloísio Lorscheider in. Jornal O Povo. Fortaleza, 09 de outubro de 2004, caderno Opinião.
[27] C.f. PASTORAL INDIGENISTA. Dom Aloísio e a causa do indígena, apud in. SARAIVA, Geovane. Op. Cit., aqui 165.
[28] Para melhor compreensão da história de luta desse povo que habita o Ceará: PALIOT, Estêvão Martins [Org]. Na Mata do Sabiá: Contribuições sobre a presença indígena no Ceará.
[29] LORSCHEIDER, Aloísio, apud in. Dom Aloísio visita Tapebas.. Jornal O Povo, Fortaleza, 13 de janeiro de 1985.
[30] Ibidem.
[31] LORSCHEIDER, Aloísio, apud in. Ameaças de morte a Dom Aloísio. Jornal O Povo. Fortaleza, 28 de janeiro de 1985.
[32] MAIA, Tania Maria Couto. O Vaticano II e os Leigos na Pastoral de uma Igreja, apud in. TURSI, C. e FRENCKEN. G [orgs]. Op. Cit, pp. 187-191.
[33] OLIVEIRA, Manfredo Araújo de. Dom Aloísio: Pastor dos pobres, apud in. TURSI, C. e FRENCKEN. G [orgs]. Op. Cit, pp. 95-98, aqui 98.
[34] C.f COMBLIN, José. Dom Aloísio Lorscheider, apud in. TURSI, C. e FRENCKEN. G [orgs]. Op. Cit, pp. 69-73, aqui 70.
[35]Graduando em Teologia pela Faculdade Católica de Fortaleza. Graduando em História pela Universidade Estadual do Ceará. Integrante das Comunidades Eclesiais de Base da Arquidiocese de Fortaleza e do Movimento por uma Formação Cristã Libertadora.  Este trabalho foi orientado pelo Prof. Dr. Francisco de Aquino Junior.